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Historia dos Vitrais Artísticos
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Desde os tempos remotos o homem começou a fazer uso do vidro para construir janelas dando origem às primeiras formas de vitrais artísticos.

Inicialmente de proveniência oriental, eram compostos exclusivamente pela colocação lado a lado de vidros coloridos unidos entre eles pelo rejunte formando figuras abstratas. Sucessivamente, no transcorrer do século VIII encontrou aplicação e desenvolvimento no mundo ocidental difundindo-se a utilização da tela de chumbo que consente um amplo emprego do vitral em diversas e arrojadas soluções arquitetônicas. No curso do século sucessivo a introdução da grisaglia consentiu um refinamento da expressão pictórica criando um sombreado e evidenciando particularidades do desenho mediante a utilização deste pó que é espalhado, retocado e então fixado sobre o vidro depois do cozimento.

Nos séculos seguintes predominou a utilização do vidro para a criação de vitrais na arquitetura religiosa. É sobretudo a França que acolhe e desenvolve esta forma de arte alcançando extraordinárias expressões e realizações durante o XII século, como os vitrais da Catedral de Reims, de St. Denis e Chartres (esta última com uma superfície que compreende um total de cerca de 7.000 metros quadrados).

Os vitrais se desenvolvem com a arquitetura romântica mas a grande revolução e o seu momento de máximo esplendor se dá com a arquitetura gótica. Neste período os vitrais, cúmplices pela sua particular linha arquitetônica, se ampliam e se lançam alcançando e superando os três metros de altura. Em torno ao século XIV se pode presumivelmente datar a descoberta do "amarelo de prata" que consente o enriquecimento de tonalidades cromáticas sob a mesma chapa de vidro e confere luminosidade e profundidade às cores.

Na Itália esta forma de arte se afirma mais tarde em consideração à França, Espanha e Alemanha e se caracteriza principalmente pelo excessivo uso da grisaglia assumindo características de uma verdadeira e própria pintura sobre vidro. Siena, Assisi e Firenze são recordadas por suas extraordinárias realizações efetuadas pelos maiores artistas italianos. Os séculos sucessivos se caracterizam pela descoberta de modalidades expressivas entre as quais a técnica do "plaquet" (dois vidros, um transparente e um colorido, que são sobrepostos) e a introdução de esmaltes coloridos que levam a arte dos vitrais sempre mais de encontro a uma forma pictórica sobre vidro branco.

Os séculos XVII e XVIII constituem um período de declínio e apenas no século XIX se assiste a um retorno de interesse com a reascenção gótica na qual se tendeu a recuperar e redescobrir as características da arte do período passado. Se procedem numerosos restauros de obras antigas consentindo de tornar a valorizar de técnicas empregadas originariamente.

Sucessivamente será o Art Nouveau* a abrir uma nova e moderna época de expressão dos vitrais artísticos e particularmente o seu grande expoente americano Louis Comfort Tiffany*(1848-1933) capaz de inventar um novo método de construir vitrais em vidro colorido, desfrutando com grande habilidade dos jogos de luz e dos efeitos da iridescência obtidos do vidro opaco que era muito difundido naquele período.

A partir deste momento até os nossos dias, os vitrais artísticos passaram a ser cada vez mais usados como um objeto de decoração "profano" evidenciando um seu destaque cada vez maior do seu uso fora do âmbito exclusivamente religioso dos séculos precedentes.

 

 

 

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