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Tiffany
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Tiffany
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Louis Comfort Tiffany nasceu em 1848, filho de Charles Tiffany, fundador de uma das lojas mais legendárias de Nova Iorque, a Tiffany & Co.

Desde criança Louis respirou a atmosfera da casa em que viveu circundado de coisas belas e refinadas que o pai, hábil comerciante, comprava durante as suas numerosas viagens de negócios na Europa, a procura de objetos insólitos para a sua loja que, antes de se transformar em uma joalheria para milionários, vendia artigos procurados como lagos japoneses, leques e outras curiosidades luxuosas e sobretudo exóticas.

Louis herdou do pai o amor pela beleza e pela raridade além de uma grande capacidade para os negócios e para o comércio; se dedicou primeiramente à pintura, sua primeira vocação na juventude, e em seguida começou a viajar para enriquecer a sua bagagem cultural. Se dirigiu primeiramente à Europa, em um momento em que o ambiente cultural europeu voltava seus interesses para o médio oriente, o mundo islâmico, a cultura chinesa e a arte japonesa, em seguida partiu para o norte da África, Gibilterra, Itália e para onde fosse observava e desenhava particulares e detalhes decorativos que colhia no ambiente: particularidades arquitetônicas, arcos, cúpulas, decoração, lâmpadas ou lanternas e ladrilhos decorados, mas sobretudo ficaram impressas na sua mente os vitrais das catedrais góticas.

Louis escolheu a arte como carreira, dispondo de uma riqueza que lhe permetia se dedicar a seus interesses sem nenhum problema. Em 1875 iniciou experiências com o vidro, durante as suas viagens havia colecionado vidros gregos e romanos e vidros orientais além de uma infinidade de outros objetos de gosto exótico e em 1878 abriu a sua própria vidraçaria. Deste momento em diante Tiffany começou a experimentar e a patentear sem pausa novos tipos de vidros com transparência e coloração diversas e com efeitos profundamente originais e se transforma no mais popular desenhista de vitrais da América, chegando a se igualar e até mesmo a superar a qualidade dos vitrais medievais que ele tanto admirou nas catedaris européias.

Os artesãos medievais faziam os seus vitrais compondo vários pedaços de vidro recortado unindo-os com uma liga de chumbo, que hoje chamamos de vitral a chumbo ou vitral tradicional, sombras e nuances para definir as figuras e rostos eram pintadas sobre o vidro com a técnica da grisaglia (pintura cozida no forno), partindo disso Tiffany estudou e experimentou ir além, procurando obter apenas com o vidro colorido efeitos de profundidade e de relevo, de estrutura e de sombra.

Com uma paixão que amadurecerá lentamente, mas que o levou a resultados técnicos e estéticos pelos quais se transformou famoso em todo o mundo nasceu uma técnica de trabalhar o vidro artístico, que leva o seu nome, "Tiffany". Isto se deu no final do século XIX, em plena época do Art Noveau*, na Europa e na América. Tiffany, nos Estados Unidos, obtém enorme sucesso com os seus trabalhos e suas obras são de uma beleza extraordinária.

Nos USA se dedicou com grande sucesso à decoração. Em 1882 a sua arte de decoração era a mais importante da época. Realizou trabalhos de grande impacto estético na prestigiosa sede do governo americano, a Casa Branca.

Esta técnica obteve um grande sucesso devido à possibilidade que oferecia de criar figuras em modo muito mais flexível e minucioso comparada à técnica que utilizava a liga em chumbo. Além disso a técnica Tiffany consentiu o desenvolvimento da tridimensionalidade, permitindo a criação de numerosos tipos de objetos.

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A técnica de trabalho que tornou famosíssimo Louis Comfort Tiffany consiste em dispor lado a lado inúmeros pedaços de vidro, soldando-os em uma unidade, seguindo um esquema pré-definido. Ele conseguiu realizar lampadários maravilhosos, que para a sua época consistiam em um artigo de grande inovação na decoração devido ao seu complexo trabalho, que dependendo do modelo escolhido para ser realizado implicava na presença de inúmeras peças de vidros muito valiosos, os quais imprimiam ao artigo um alto preço. Tais trabalhos exigiam uma alta capacidade no corte do vidro, para o qual o tempo de trabalho empregado era muito longo.

Os vitrais são realizados com o mesmo processo, o qual seguramente Tiffany se inspirou na já existente e muito antiga técnica de revestimento em chumbo, muito parecida à sua nos seus efeitos. Tiffany não fez outra coisa senão inovar os materiais de construção que ligam as peças. Antes de tudo é necessário
pressupor que as fases iniciais do processo de realização de um vitral Tiffany tenham uma particularidade importante: o corte dos moldes em cartolina são feitos com uma tesoura a três lâminas, própria para recortar uma espessura justa ao redor do vidro que será compensada pela fita em cobre.

Uma vez cortados os pedaços de vidro com base aos modelos de cartolina é importante lavar e tirar a gordura das peças acuradamente com água e amoníaca ou com um comum detergente desengordurante para evitar que sucessivamente a fita de cobre possa não aderir-se perfeitamente ou descolar-se.

A este ponto é necessário iniciar as operações de envolver com a fita as laterais de cada peça. A fita adesiva de cobre é aplicada na borda de cada pedaço de vidro, partindo-se da metade de um lado e terminando no ponto de partida, sobrepondo-a em qualquer milímetro. É necessário então dobrar lateralmente os lados da fita adesiva que excedem à espessura do vidro, verificando de tê-la aplicada corretamente. Para alcançar este objetivo existem no comércio instrumentos que facilitam esta operação das bordas.

É importante sucessivamente com uma espátula de madeira ou de plástico apertar com força a fita adesiva contra o vidro para fazê-la aderir em modo exato. Existem diversos tipos de fitas adesivas de cobre no comércio, seja no que se refere às dimensões (a largura da fita a ser utilizada varia em função da espessura do vidro, do tamanho das peças do vitral e da experiência de quem o utiliza: quanto mais se utilizam vidros muito espessos, maior será o vitral e mais se faz necessário preparar-se inicialmente devendo-se usar adesivos largos e vice-versa) seja pelo que se refere à cor (existem fitas de cor cobreada, pretas ou metálicas: as primeiras se utilizam quando a cor do adesivo virá no final completamente escondida pela aplicação do estanho; as outras cores se usam quando se utilizam também vidros transparentes que no final da aplicação do estanho deixarão visíveis a cor do adesivo internamente; neste caso se deve prever de dar uma pátina preta nas junções, no caso se se deseje deixar prateada se opta pelo uso da fita adesiva metálica).

Terminado o trabalho de envolver as bordas, necessita-se recompor o quebra-cabeças numa base de apoio de madeira que será pregada no completo para formar o perímetro total do vitral. No seu interno as peças são dispostas em base ao desenho.

Sucessivamente com um pincél se passa um ácido apropriado ao longo de todas as junções de cobre. Estamos então prontos para soldar as peças do vitral: utilizando um soldador se unem pequenos pedaços de estanho da vareta e se apóia a ponta do soldador nos pontos de intersecção deixando colar uma pequena quantidade de estanho fixando as peças entre elas.

Se passa depois ao derretimento do estanho ao longo de todas as linhas de união, repassando no final com uma passagem uniforme para engrossar as juntas. Se vira do avesso o vitral e se procede com o estanho em modo símile no fundo e em todo o seu perímetro. Conseguir fazer uma aplicação de estanho regular e arredondada exige muita experiência.

Uma sugestão que podemos dar é a de não exagerar com o estanho que deve ser derretido e, no caso em que tenha sido colocado a mais, tirá-lo com a ponta quente do soldador.

Um segundo conselho se refere ao soldador: procure acendê-lo apenas por pouco tempo e tenha-o sob controle no que se refere à temperatura da ponta. Se não o estiver utilizando, desligue-o e quando é aceso de vez em quando resfrie a ponta levando-a a contato com uma esponja molhada de água. Isto serve para evitar que a ponta do soldador se estrague e também permite uma soldagem perfeita (uma ponta excessivamente quente pode queimar a fita de cobre e fazer com que o estanho não consiga aderir-se corretamente a ela e além disso pode causar microfraturas no vidro exposto a um repentino aumento de temperatura). Neste ponto se pode lavar sob água corrente a peça usando um detergente para eliminar a gordura do ácido, enxugando-se depois com um pano que não tenha pêlos.

O vitral é pronto. Se desejarmos podemos passar nas juntas uma pátina preta que dará um efeito antigo ou de outras cores (verde ou cobreada) e sucessivamente, depois de ter lavado novamente a peça, podemos fazer com que ela receba um brilho aplicando-se uma cera própria para vidros. O vitral não exige manutenção e pode ser periodicamente limpo com um simples pano úmido.

 

 

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