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História dos Arraiolos
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Arraiolos
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O ponto que chamamos de Arraiolos foi conhecido em alguns países com os nomes de Ponto Cruz oblíquo, Ponto de Pruz curto e comprido, ou Ponto de trança eslavo. Sabe-se que alguns dos antigos povos eslavos praticaram este ponto e sabe-se que, nos bordados Hispano-Árabes não pode deixar de ser considerada uma tradição bizantina. Isto leva-nos a poder admitir que o Ponto de Arraiolos tem fluência nos bordados marroquinos e foi divulgado pelos mouros em Espanha e Portugal.

Arraiolos é também a história dos tapetes bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato: o "Tapete de Arraiolos".

A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida foi encontrada no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita a existência de "hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis".

Certo é ainda que as escavações arqueológicas realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc. XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves, sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada, induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos para uma fase anterior ao Séc. XV.

O mesmo ponto pratica-se na Península Ibérica, pelo menos, há oito séculos, pois na Catedral de Astorga existe um bordado do século XII, no qual está bem visível o ponto igual ao que hoje se faz nos nossos tapetes. Atualmente o Ponto Arraiolo com que se bordam os tapetes é conhecido por este nome em muitos países da Europa, em algumas partes do extremo oriente e por todo o Brasil onde é muitíssimo praticado.

Os desenhos dos primeiros tapetes de Arraiolos teriam sido influenciados por decorações Hispano-Mouriscas. A seguir, houve alguma influência de ornatos renascentistas. Depois da vinda para Portugal dos bordados e das bordadoras indianas, os desenhos dos nossos tapetes foram bastante influenciados com as decoraçòes chamadas Indo-Portuguesas. E, paralelamente a esta influência ou, logo a seguir, entrou-se na época da influência das decorações persas que foi a mais importante de todas.

Há muitos tapetes de arraiolos com desenhos da época mais recuados do que aquela em que o tapete se executou; muitas vezes, o tapeteiro bordava o seu tapete com motivos antigos misturados com outros que seriam, então, apreciados pela sua atualidade.

Em outro exemplares, o tapeteiro compôs a decoração do tapete com elementos de origens muito diferentes, dispondo esses elementos na superfície do tapete misturados com motivos mais simples, verdadeiramente populares. Existem também Tapetes de Arraiolos com decorações de uma só origem, como sejam aqueles que são totalmente ornamentados com desenhos de estilo persa.

Atualmente bordam-se com ponto de Arraiolos, desenhos antigos e modernos, de todas as origens e de todos os estilos. No entanto, os criadores de desenhos para tapetes nem sempre podem ser felizes nas suas composições originais.

O bordado de Arraiolos presta-se bastante para bordar uma grande maioria de desenhos de tapetes de quase todo o mundo. A adaptação do ponto de Arraiolos a muitos desses desenhos nem sempre é fácil, bem pelo contrário. Mas quando se consegue realizar essa adaptação, conseguem-se fazer em Bordado de Arraiolos, belos exemplares de tapeçaria.

O ponto de arraiolos é praticado há, pelo menos, oitocentos anos, pois na catedral de Astorga, situada na Península Ibérica, existe um bordado do século XII, no qual está bem visível o ponto igual ao que hoje se faz nos nossos tapetes. Este ponto que denominamos Arraiolos ficou conhecido em alguns países com os nomes de Ponto cruz oblíquo, Ponto de cruz curto e comprido, ou Ponto de trança eslavo.

Pelo século XVI começou em Arraiolos, uma cidade de Portugal, a fabricação de tapeçaria, inicialmente bordada por viúvas que se inspiravam em cenas da natureza, e se divulgaram nos séculos seguintes firmando-se assim o nome dos Bordados de Arraiolos.

Sabe-se que os antigos povos eslavos praticaram este ponto como também o fizeram os povos norte-africanos, teve ainda vasta influência nos bordados marroquinos e foi divulgado pelos mouros em Portugal e Espanha.

Trazidos ao Brasil por imigrantes portugueses, atualmente o Ponto Arraiolo com que se bordam os nossos tapetes é conhecido por este nome em muitos países da Europa, em algumas partes do extremo oriente e por todo o Brasil onde é muitíssimo praticado.

Na tentativa de classificar os tapetes, estes têm sido agrupados por épocas:

A 1ª Época corresponde ao séc. XVII, caracterizada pela influência persa na composição decorativa flor de palmeira, arabescos, palmetas, nuvens, etc. e por alguns motivos geométricos inspirados em mosaicos e azulejaria, sendo o bordado feito sobre linho.

A 2ª Época corresponde aos dois primeiros terços do séc. XVIII, na qual predominam desenhos de inspiração popular enriquecidos com motivos orientais. Surgem os animais, figuras humanas, juntamente com elementos florais. Este foi o período florescente da indústria artesanal em Arraiolos.

A 3ª Época corresponde aos finais do séc. XVIII e ao séc. XIX, desaparecendo os motivos orientais, os arabescos e, progressivamente, os motivos populares, em favor de grandes ramagens e motivos florais, sendo a composição menos densa.

Pelos meados do séc. XIX, a indústria entrou em decadência, chegaram a desaparecer por completo as oficinas, ficando apenas algumas bordadeiras que trabalhavam por sua conta, nas suas casas ou nas casas dos seus clientes. Foram estas mulheres que, transmitindo a técnica de mães para filhas, tornaram possível o renascimento desta arte, já no séc. XX.

Atualmente, bordam-se, com o ponto Arraiolo, desenhos antigos e modernos, de todas as origens e de todos os estilos. No entanto, os criadores de desenhos para tapetes nem sempre podem ser felizes nas suas composições originais, pois é atividade que muito depende de talento.

São diversos e complexos os problemas atuais que se põem a esta atividade, resultantes fundamentalmente da massiva industrialização verificada nos anos 80 e princípios da década de 90. A manutenção da autenticidade e genuinidade regional dos Tapetes de Arraiolos, a dignidade profissional da atividade das artesãs, a proteção da denominação de origem, são os desafios fundamentais do presente, sem fechar portas às evoluções de estilo características das artes vivas.

 

 

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