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Origens do Vidro
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A história do surgimento do vidro remonta milhares de anos, confundindo-se com a história da humanidade, suas conquistas nas diversas áreas, expansões culturais e territoriais.

Entre 3 e 4 mil anos atrás, sabia-se que através da fundição de elementos naturais em altas temperaturas chegava-se a novos materiais até então desconhecidos, como o ferro e o bronze já bastante utilizados. Em busca de novos resultados pesquisas eram realizadas. Indícios nos levam a crer que na região da Mesopotâmia, entre os Rios Tigre e Eufrates, alcançaram um resultado brilhante, opaco e rígido, com características bem diferentes dos metais, lembrando mais um pedra preciosa. Eram os primeiros passos para que com esta pasta vítrea, séculos e séculos depois, se chegasse ao vidro como é hoje conhecido.

As matérias fundidas então eram a sílica em forma de areia e quantidade preponderante, o natron - material sódico que baixava o ponto de fundição da sílica, e cinzas vegetais com boa quantidade de potássio e mais alguns óxidos. Esta mistura precariamente fundida em precários fornos, passava ainda por um processo de purificação difícil e demorado onde eram acrescidos óxidos que lhe davam cores.

O vidro é com certeza uma das mais belas e admiráveis produções da indústria humana. A arte de se fabricar o vidro é simples nos seus princípios, mas complexa nos seus detalhes e plena de dificuldades na prática. São necessários artesãos e artistas inteligentes e preparados a fim de conseguir a perfeição nesta arte.

O vidro provavelmente sempre existiu, tendo sido formado de modo natural em seguida a fenômenos terrestres que levaram a repentinos aumentos de temperatura e à fusão a areia, quartzo e rochas sílicas. Acredita-se que o homem da idade da pedra já utilizasse esse tipo de produto natural para construir instrumentos afilados.

A tradição deseja mostrar que a descobrir o vidro e a tomar consciência deste material tenham sido os Fenícios propositalmente, acendendo fogo nas beiras do rio Belo na Síria e provocando a fusão por calor de blocos de nitrato, dando origem a um material duro e semi-transparente.

No início o berço do desenvolvimento deste material foi o Oriente. A Síria e o Egito desenvolveram os primeiros objetos em vidro que os comerciantes e navegadores difundiram em todo a área do Mediterrâneo.

O conhecimento deste sistema de produção se expande pela Fenícia, Síria e norte da África, no Egito. Com esta pasta vítrea eram produzidos pequenos objetos decorativos, de uso pessoal ou doméstico, que se limitavam a placas, cilindros, anéis, miniaturas e imitações de pedras preciosas, muito valorizados e destinados a elite da época.

A grande evolução da produção vidreira foi séculos mais tarde quando se passou a utilizar um tubo oco metálico que possibilitava que a pasta vítrea fosse soprada ganhando formas variadas, como garrafas, vasos e vários utensílios. O resultado do desenvolvimento desta ferramenta é a cana de vidreiro até hoje fundamental na produção do vidro artístico.

Da Alessandria, centro inicial da produção e desenvolvimento de novas técnicas, aos conhecimentos e os manfaturados são exportados para a Grécia e para Roma.

Durante o Império Romano a produção e a utilização do vidro tiveram um grande desenvolvimento. Foi idealizada a técnica do sopro, difundindo-se objetos e contenidores decorativos e, pela primeira vez se inicia a produção de quadros em vidro para janelas. O Império Romano com a sua intensa atividade comercial e a sua política expansionista contribuiu enormemente para a difusão da técnica da fabricação do vidro. São os romanos que começaram a introduzir este material na arquitetura e nas mais belas casas e edifícios públicos, que foram embelezados e ficaram mais preciosos com a utilização deste material que então era produzido cada vez mais em diversas formas e cores.

Numerosos descobrimentos nas escavações de Ercolano e Pompéia e em algumas cidades inglesas testemunham a enorme difusão da técnica de se trabalhar com o vidro.

No período Medieval, depois do transferimento da capital romana para Bisanzio, houve uma diminuição quanto ao desenvolvimento desta técnica. Foi novamente a parte oriental do Império que começou a se desenvolver com a construção de mosaicos de vidro colorido que começaram a recobrir janelas e cúpulas das basílicas, dando origem aos primeiros vitrais artísticos. A partir do século XI a escola de vidraçaria oriental perde a supremacia em favor daquela do Ocidente.

A expansão do vidro acompanhou a trajetória das conquistas territoriais tendo séculos mais tarde uma grande influência do Império Romano, que havia trazido do Egito artífices que com seus conhecimentos produziram o vidro romano e mais tarde o disseminaram pela Europa.

Na decadência do Império Romano, as famílias que dominavam as técnicas e os conhecimentos vidreiros se espalharam pela Europa. Alguns grupos específicos se destacaram por motivos próprios, como aqueles de Altare e Veneza no norte da Itália. A cidade italiana de Veneza assume o papel central e em particular a Ilha de Murano se transforma no centro propulsor de um novo desenvolvimento abrindo as portas para a produção de vidro na Itália. Veneza tem um papel muito importante na história do vidro, sua produção era incentivada para fins comerciais com o oriente, tanto que para resguardar seus segredos, em 1290 as fábricas de vidro foram limitadas à ilha de Murano à setecentos metros de Veneza, onde a entrada e saída dos mestres vidreiros era severamente controlada. Em contrapartida, estes artesãos receberam regalias de nobres inclusive com direito de cunhar suas próprias moedas de prata e ouro.

A importância de Murano, que passou a ser sinônimo do vidro ali produzido, foi a constante busca do aperfeiçoamento das técnicas e qualidade, tendo sido, na ilha no século XV descoberto o primeiro vidro cristalino, ou transparente.

A produção vidreira já era realizada em vários pontos da Europa, Oriente e Ásia. Com o vidro cristalino um novo impulso toma conta do mundo vidreiro. Na Inglaterra, países nórticos e na Bohemia o chumbo é adotado como fundente originando peças utilitárias finas, com sonoridade e brilho intenso.

Murano aperfeiçoa seu vidro artístico, colorido, exigente de um trabalho artesanal e de muita criatividade mantendo assim a tradição das origens egípcias e fenícias.

Enquanto Murano manteve-se produzindo o vidro artístico cem por cento dependente do trabalho manual, a indústria do vidro implantou cada vez mais as máquinas em sua produção, aperfeiçoando o vidro plano em grande variedade e toda sorte de produtos, de componentes de naves espaciais à panelas, que hoje fazem parte da vida do homem moderno.

Os métodos de corte e as técnicas de produção artística elaboradas no período Medieval continuam substancialmente sendo os mesmos de hoje. O primeiro e maior tratado que se refere à fabricação de vitrais foi escrito por Theophilus e data do início do século XII secolo e descreve em modo inacreditavelmente eficaz as fases de projeto e realização de um vitral mediante fasese e técnicas que os artesãos do vidro reproduzem fielmente ainda hoje.

A Revolução Industrial com as suas técnicas para a produção de massa, as incríveis inovações tecnológicas, os melhoramentos na construção dos fornos e as invenções de máquinas automatizadas não alteraram aquilo que resta como essência na obra criativa artesanal.

 

 

 

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