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Antoni Gaudí i Cornet (1852-1926) nasceu em Reus, Paris, em uma humilde família de artesãos (fabricantes de aquecedores). Último de cinco filhos, foi o único a sobreviver, visto que os outros quatro irmãos morreram todos ainda pequenos.

Enquanto ainda era muito jovem, em Gaudí foi diagnosticada uma artrite que o acompanhará por toda a vida. Ele foi, por causa da sua doença, um menino doente que tinha problemas para caminhar. Entretanto, foi capaz de frequentar a escola de Francesc Berenguer e mais tarde foi aceito na escola local de Reus quando completou onze anos. Foi quando então Gaudí mostrou grandes capacidades de observação, provavelmente porque esse era o seu único modo de interagir com o mundo. Foi uma criança reservada, com um caráter difícil e as suas notas na escola não eram muito boas. Entretanto era excelente em desenho, o que tornou possível o seu trabalho no jornal da escola. Em idade mais madura ele recordou sempre com reconhecimento seja a escola seja o comércio de seu pai, que os ajudou nos seus anos de arquiteto no trabalho com volumes e espaços.

Com vinte e um anos entrou na Escola de Arquitetura em Barcelona depois de um ano de estudos preparatórios. Não se sobressaindo como estudante, na metade da sua carreira escolar teve que trabalhar com diferentes mestres de obras para ajudar na delicada economia familiar que teria causado a venda da sua propriedade em Reus. Bem longe de tornar mais difícil seus estudos, o trabalho de fato forneceu a ele uma experiência do lado prático da sua profissão. Isto permitiu a ele encontrar arquitetos que o teriam recomendado a futuros clientes uma vez terminado os seus estudos.

Durante o tempo dos estudos de Gaudí, os livros do arquiteto francês Violet-Le-Duc estavam na moda. Além de ser um prestigioso expoente do neo-gótico, Violet foi um dos primeiros a usar cimento na reestruturação de muitos edifícios medievais. Um dos complexos no qual trabalhou foi a cidade de Toulouse que Gaudí visitou em uma das suas poucas viagens ao exterior. Mesmo considerando o fato que o arquiteto francês era muito mais velho que Gaudí, os habitantes dessa cidade medieval pareciam confundí-lo com o próprio Violet quando o viram passar a mão em uma parede. Esse é um dito que serve de qualquer modo para mostrar que o jovem estudante havia mantido o mesmo dom de observação que o caracterizou na sua infância. Ele não teria perdido nem mesmo como aquiteto adulto a constante necessidade de tocar diretamente com as mãos os seus edifícios no seu trabalho diário.

Um dos primeiros trabalhos que Gaudí recebeu como arquiteto foi um projeto urbanístico para as habitações dos operários na cooperativa da La Obrera Mataronense. O arquiteto estava entusiasmado mas o projeto nunca foi completamente realizado. Todavia em 1878 este projeto foi mostrado no pavilhão espanhol na Exposição Universal de Paris.

O arquiteto Joan Martorell, para o qual Gaudí tinha trabalhado como assistente o apresentou a Eusebi Guell dando origem a uma estreita e produtiva amizade. Além de ter comissionado Gaudí em muitos projetos, Guell foi um dos poucos artistas contemporâneos que admirou e compreendeu o seu trabalho. Provenivam de classes sociais diferentes, mas esses dois homens compartilhavam dos mesmos ideais sociais e religiosos, bem como de um profundo senso patriótico. Ambos acreditavam em uma sociedade mais justa, influenciada dos ideais das cidades inglesas e de autores como Ruskin, o pensador e desenhista que colocou em prática uma dessas comunidades ideais e cujos livros Guell possuía, e que indubitavelmente emprestou a Gaudí. Todos os dois professavam uma sincera fé religiosa e difundiam com fervor a linguagem e a cultura catalana, mesmo nos tempos em que isso era proibido. Gaudí chegou ao ponto de recusar-se a falar espanhol a um policial apesar de que isto significou para ele ser preso e passar duas noites na cadeia. Francesc Pujols, na sua "La vision artistica y religiosa de Gaudí" (a visão artística e religiosa de Gaudí), 1927, observou que o arquiteto compreendia com dificuldade o espanhol e não sabia como falá-lo, fazendo-se necessária a intervenção de um intérprete para as visitas à Sagrada Familia, assim como ocorreu quando ocorreu a vista do Rei.

Em 1883 iniciaram-se os trabalhos de construção na El Capricho e na Casa Vicens, os edifícios considerados como as primeiras casas de Gaudì no tempo em que estava trabalhando também na Sagrada Família. Teria continuado a trabalhar na igreja por 30 anos, durante um período produtivo no qual tornou-se membro da sociedade barcelonense nos fins do século e o arquiteto preferido da crescente burguesia, com a reputação de ser excêntrico e brilhante.

Em 1914, o aquiteto decidiu dedicar-se esclusivamente ao trabalho da Sagrada Familía. Aparentemente foi este o período em que o seu estilo de vida mudou lentamente, transformando-se progressivamente mais austero. Abandonou, por exemplo, os elegantes ternos e chapéus que o caracterizavam e retornou à simplicidade da sua juventude. No último período da sua vida mudou sua habitação para os pés da igreja para dedicar todo o seu tempo à única coisa a que dava importância.

No dia do fatal incidente que ocasionou a sua morte, Gaudí estava pobremente vestido. Quando o trem o investiu ninguém reconheceu o arquiteto que foi confundido com um mendigo por causa de suas roupas humildes e porque não tinha em seu poder nenhum documento. Dois dias depois, em 9 de junho de 1926, Antoni Gaudí morreu num hospital da Cruz Vermelha depois de ter dedicado os últimos 12 anos da sua vida exclusivamente àquela que era conhecida como "A Catedral dos Pobres".

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Antoni Gaudí i Cornet (1852-1926)
   
         
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