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Nazim Hikmet
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Topo da Pagina topo da páginaAbertura

Nazim Hikmet, textos recolhidos na internet, reunidos em Antologia.

Topo da Pagina topo da páginaBiografia

Hikmet é considerado o mais famoso dos poetas turcos e um dos mais destacados do século XX. Além de poeta, foi também dramaturgo, novelista e biógrafo. Ativista político, passou no exílio ou na prisão muito tempo da sua vida adulta.

Nazim Hikmet Ran nasceu em 20 de Novembro de 1901 em Salónica, na altura integrada no Império Otomano. Foi o mais importante poeta turco do século XX. Revolucionário, foi perseguido e preso em seu país e acabou vivendo a maior parte de sua vida no exílio e na prisão. Foi membro do TKP (Partido Comunista da Turquia), sendo desde muito jovem perseguido pela polícia do sultão. Entre 1922 e 1925, exilou-se na União Soviética, estudando em Moscovo. A Revolução de Mustafa Kemal Atatürk, em 1923, não melhorou a sua situação, mantendo-lhe a condição de proscrito. Ele foi processado por seu país por suas convicções de esquerda e morreu exilado em Moscou em 3 de Junho de 1963 depois de ser declarado traidor.

Artistas do país, como o Prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk, já diziam que o caso de Hikmet é um exemplo da repressão da Turquia promovida contra seus intelectuais.

O poeta - cuja obra chegou a ser proibida em seu país, mas foi traduzida para 50 línguas - passou anos na prisão turca até que, em 1959, teve sua cidadania destituída. Só recentemente, em 5 de Janeiro de 2009, quase 46 anos após a sua morte, o governo de Ancara aboliu por decreto a decisão que em 1951 retirou a nacionalidade ao maior poeta turco do século XX.

Seus admiradores lutaram muito tempo por sua reabilitação. Eles afirmaram que a atitude representaria o fim das divisões políticas do passado, quando batalhas campais entre esquerdistas e nacionalistas nos anos 1970 e 1980 terminaram em golpes militares.

O vice-primeiro-ministro Cemil Cicek, que anunciou a reabilitação, disse que caberia à família de Hikmet decidir se os restos mortais do poeta deveriam ser levados de Moscou para a Turquia.


 

Topo da Pagina topo da páginaPoesias de Nazim Hikmet Traduzidas em Português

 

Topo da Pagina topo da páginaCarta Para Minha Mulher

 

Quero morrer antes de você.
Você acha que aquele que vai depois
encontra o que foi primeiro?
Eu acho que não.
O melhor seria me cremar
e me colocar num vaso
sobre o aparador de sua lareira.
E garanta que o vaso
seja cristalino,
assim você pode me ver lá dentro…
pode ver meu sacrifício:
desisti de ser terra,
desisti de ser uma flor,
para ficar somente junto a você.
E eu me tornei pó
para viver contigo.
Assim, quando você morrer,
você pode entrar aqui no meu vaso
e então viveremos juntos,
suas cinzas com as minhas,
até que uma noiva tonta
ou um neto rebelde
nos jogue fora…
Mas
a essa altura
já estaremos
de tal forma
misturados
que mesmo vertidos nossos átomos
cairão lado a lado.
Mergulharemos na terra juntos.
E se um dia uma flor selvagem
encontrar água e brotar desse pedaço de terra,
sua haste terá
por certo dois botões:
um será você,
o outro, eu.

Não é que eu
esteja para morrer.
Quero criar ainda outro filho.
Estou cheio de vida.
Meu sangue é quente.
Viverei ainda muito, muito tempo -
ao teu lado.
A morte não me mete medo,
apenas não consigo sentir especial atração pelos preparativos
de nosso funeral.
Mas tudo isso pode mudar
antes que eu esteja morto.
Alguma chance de que você saia logo da prisão?
Algo dentro de mim me diz:
talvez.

 

Topo da Pagina topo da páginaNostalgia

Cem anos se passaram sem ver teu rosto
enlaçar tua cintura
deter-me em teus olhos
perguntar à tua clarividência
ou aproximar-me do calor de teu ventre.

Faz 100 anos que em uma cidade
uma mulher me espera.

Estávamos na mesma rama, na mesma rama.
Caímos da mesma rama, nos separamos.
Cem anos nos separam
cem anos de caminho.

Faz cem anos que na penumbra
corro atrás dela.

 

Topo da Pagina topo da páginaO Mais Belo dos Mares

O mais belo dos mares,
é aquele que ainda não vimos.
A mais linda criança,
ainda não nasceu.
Os nossos dias mais formosos,
ainda não os vivemos.
E o melhor de tudo
que tenho para te dizer,
ainda não te disse:
amo-te... hoje... e sempre...

 

Topo da Pagina topo da páginaAo Partir

Ao partir, ficam-me coisas por acabar,
ao partir.
Salvei a gazela da mão do caçador
mas continuou desmaiada, sem recuperar os sentidos.
Colhi a laranja do ramo,
Mas não consegui tirar-lhe a casca.
Reuni-me com as estrelas,
mas não as consegui contar.
Tirei a água do poço
mas não pude servi-la nos copos.
Coloquei as rosas na bandeja,
mas não pude esculpir as taças de pedra.
Não saciei os meus amores.
Ao partir, ficam-me coisas por acabar,
ao partir.

 

Topo da Pagina topo da páginaA Menina

Sou eu que bato às portas,
às portas, umas após outras.
Sou invisível aos vossos olhos.
Os mortos são invisíveis.




Morta em Hiroxima
há mais de dez anos,
sou uma menina de sete anos.
As crianças mortas não crescem.
Primeiro arderam os meus cabelos,
também os olhos arderam, ficaram calcinados.
Num instante fiquei reduzida a um punhado de cinzas
que se espalharam ao vento.

No que diz respeito a mim,
nada vos imploro:
não podia comer, nem sequer bombons,
a criança que ardeu como papel.

Bato à vossa porta, tio, tia:
uma assinatura. Não matem as crianças
e deixem-nas também comer bombons.

 

Topo da Pagina topo da páginaNoite de Outono

 

Nesta noite de outono
estou pleno de tuas palavras
palavras eternas como o tempo,
palavras pesadas como a mão,
cintilantes como a estrela.
Da tua testa, da tua carne
Do teu coração...
Sinto-me junto das tuas palavras
as tuas palavras carecem de ti
As tuas palavras, mãe
As tuas palavras, amor
As tuas palavras, amiga
Era triste, amar
Era alegre, plenas de esperança
Era corajoso, heróico
As tuas palavras..
eram homens...

 

Topo da Pagina topo da páginaPoesias de Nazim Hikmet Traduzidas em Francês

 

Topo da Pagina topo da páginaJe Pense a Toi...

Je pense à toi
Et le parfum de ma mère me monte aux narines
de ma mère, la belle.

Tu es montée
Sur le manège en moi d’une fête foraine
Tes cheveux tes jupons s’envolent tu tournoies
Ton visage empourpré je le perds et le retrouve

Qu’est-ce qui fait que je me souviens de toi
Comme de la blessure d’un couteau
Lorsque tu es comme à présent
Infiniment loin de moi?
Qu’est-ce qui fait que je bondis
En entendant ta voix?

Je me mets à genoux je regarde tes mains
Et je veux les toucher
Je n’y arrive pas
Tu es au-delà de la vitre

Je suis un spectateur surpris, ma rose,
du drame que tu joues dans ma pénombre.

 

Topo da Pagina topo da páginaCe Pays est le Notre

Ce pays qui ressemble à la tête d’une jument
Venue au grand galop de l’Asie lointaine
Pour se tremper dans la Méditerranée,
ce pays est le nôtre.

Poignets en sang, dents serrées, pieds nus,
Une terre semblable à un tapis de soie,
cet enfer, ce paradis est le nôtre.

Que les portes se ferment qui sont celles des autres,
Qu’elles se ferment à jamais,
Que les hommes cessent d’être les esclaves des hommes,
cet appel est le nôtre.

Vivre comme un arbre, seul et libre,
Vivre en frères comme les arbres d’une forêt,
cette attente est la nôtre.

 

Topo da Pagina topo da páginaIl était de pierre de bronze…

Il était de pierre de bronze de plâtre de papier de deux centimètres à sept mètres de haut
et nous étions sous ses bottes de pierre, de bronze de plâtre et de papier sur toutes les places de la ville dans les parcs au-dessus de nos arbres son ombre était de pierre de bronze de plâtre et de papier
Au restaurant ses moustaches de pierre de bronze de plâtre et de papier trempaient dans notre soupe nous étions sous ses yeux dans nos chambres sous ses yeux de pierre de bronze de plâtre et de papier

il a disparu un beau matin
sur les places ses bottes ont disparu
son ombre a disparu au-dessus de nos arbres
ses moustaches de notre soupe
ses yeux de nos chambres
et de nos poitrines le poids de milliers de tonnes de pierre de bronze de plâtre et de papier

 

Topo da Pagina topo da páginaLa plus étrange des créatures

Comme le scorpion, mon frère,
Tu es comme le scorpion
Dans une nuit d’épouvante.
Comme le moineau, mon frère,
Tu es comme le moineau.
dans ses menues inquiétudes.
Comme la moule, mon frère,
tu es comme la moule
enfermée et tranquille.
Tu es terrifiant, mon frère,
comme la bouche d’un volcan éteint.
Et tu n’es pas un, hélas,
tu n’es pas cinq,
tu es des millions.
Tu es comme le mouton, mon frère,
quand le bourreau habillé de ta peau
quand l’équarrisseur lève son bâton
tu te hâtes de rentrer dans le troupeau
et tu vas à l’abattoir en courant, presque fier.
Tu es la plus étrange des créatures, en somme,
Plus drôle que le poisson
qui vit dans la mer sans savoir la mer.
Et s’il y a tant de misère sur terre
c’est grâce à toi, mon frère,
Si nous sommes affamés, épuisés,
Si nous somme écorchés jusqu’au sang,
Pressés comme la grappe pour donner notre vin,
Irai-je jusqu’à dire que c’est de ta faute, non,
Mais tu y es pour beaucoup, mon frère.


Topo da Pagina topo da páginaLe Bateau

Ce n’est pas un cœur, bon sang, mais une sandale de peau de buffle,
qui marche sans cesse, marche
sans se déchirer
qui avance sur les cailloux des routes.
Un bateau passe devant Varna.
« Oî les fils d’argent de la Mer Noire! »
Un bateau s’en va vers le Bosphore.
Nâzim tout doucement caresse le bateau
et s’y brûle les mains…

 

Topo da Pagina topo da páginaPoesias de Nazim Hikmet Traduzidas em Italiano

 

Topo da Pagina topo da páginaLa vita non è uno scherzo

La vita non è uno scherzo.
Prendila sul serio
come fa lo scoiattolo, ad esempio,
senza aspettarti nulla
dal di fuori o nell'al di là.
Non avrai altro da fare che vivere.
La vita non é uno scherzo.
Prendila sul serio
ma sul serio a tal punto
che messo contro un muro, ad esempio, le mani legate,
o dentro un laboratorio
col camice bianco e grandi occhiali,
tu muoia affinché vivano gli uomini
gli uomini di cui non conoscerai la faccia,
e morrai sapendo
che nulla é più bello, più vero della vita.
Prendila sul serio
ma sul serio a tal punto
che a settant'anni, ad esempio, pianterai degli ulivi
non perché restino ai tuoi figli
ma perché non crederai alla morte
pur temendola,
e la vita peserà di più sulla bilancia.


 

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